Quinto dia do carnaval de Salvador tem 'treta' dos Filhos de Gandhy com Bell, cobrança de Armandinho e homenagem de Ivete a Preta Gil

  • 17/02/2026
(Foto: Reprodução)
Veja o que aconteceu no quinto dia do carnaval de Salvador Agência Fred Pontes O quinto dia de carnaval em Salvador voltou a ser marcado por polêmicas com o tradicional Afoxé Filhos de Gandhy reclamando publicamente da saída do bloco comandado pelo cantor Bell Marques. Já o cantor Armandinho Macêdo criticou a atual organização da fila de trios elétricos na folia e cobrou a reestruturação do sistema de ordem dos desfiles nos circuitos da capital baiana. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja abaixo momentos da segunda-feira de carnaval em Salvador: Ivete Sangalo inicia desfile com homenagem para Preta Gil Ivete Sangalo presta homenagem a Preta Gil no carnaval de Salvador A cantora Ivete Sangalo iniciou o desfile do Bloco Coruja, no quinto dia de carnaval de Salvador, com uma homenagem para Preta Gil, que morreu em julho do ano passado por causa de um câncer. "Quando eu saía na segunda, às vezes ela chegava um pouquinho mais tarde por conta dos compromissos dela. A segunda-feira era uma certeza que ela estaria aqui me esperando. E ela está aqui me esperando. Não está na matéria, mas está no espírito, está na energia dela", disse Ivete. "Está nas coisas lindas que ela sempre... Antes de eu vir para cá, ouço as mensagens que ela me mandava", iniciou a cantora. Em seguida, Ivete cantou o hit "Sinais de Fogo" em frente ao camarote Expresso 2222, que pertence à família Gil. Filhos de Gandhy cobram Bell Marques por horário de saída dos trios Banda Filhos de Gandhy reclama de atraso do trio de Bell Marques O tradicional Afoxé Filhos de Gandhy reclamou publicamente da saída do bloco comandado pelo cantor Bell Marques. A queixa foi feita de cima do trio do afoxé, na concentração dos blocos e trios para o folião pipoca no circuito Dodô (Barra-Ondina). Um porta-voz dos Filhos de Gandhy pediu respeito ao ver que Bell subiu no trio por volta de 15h50. "Respeitem a gente, respeitem os Filhos de Gandhy. Não venham dar carteirada, fizemos um acordo com Bell para sair 16 horas", disse. O bloco Camaleão, comandado pelo ex-Chiclete com Banana, iniciou o desfile às 16h, no circuito Dodô (Barra-Ondina). Informações obtidas pelo g1 indicam que não houve atraso, já que esse era o horário previsto para o desfile do bloco. No entanto, a Prefeitura de Salvador, que organiza a festa, não divulga horário específico para cada atração. A programação oficial do circuito confirma apenas que o desfile dos trios começaria a partir das 14h30, com o bloco Coruja, comandado por Ivete Sangalo, seguido do Camaleão de Bell, Filhos de Gandhy e mais. Bell Marques nega atraso após reclamação do Filhos de Gandhy A queixa do Gandhy causou incômodo nos foliões do Camaleão, que reagiram negativamente ao comentário. Bell Marques também aproveitou para rebater a crítica antes de iniciar seu desfile. "Para ser mais preciso, são 15h53. Sem dúvidas, nós somos um dos blocos que menos atrasam no carnaval", defendeu o cantor. Armandinho Macêdo cobra revisão na ordem dos trios no carnaval Armandinho Macêdo cobra revisão na ordem dos trios no carnaval de Salvador O cantor Armandinho Macêdo criticou a atual organização da fila de trios elétricos no carnaval de Salvador e cobrou a reestruturação do sistema de ordem dos desfiles nos circuitos da capital. Em coletiva de imprensa, momentos antes de se apresentar no circuito Dodô (Barra-Ondina), o artista questionou o que chamou de “donos da vaga” e a prática de "aluguel de posições" na fila. “Sabe que a gente tem problemas com isso também, né? Com a fila do carnaval. Porque tem donos da fila, da vaga… empresários que não são… alguns donos de vaga que alugam. Alugam para quem tem dinheiro para pagar, sai na frente da gente porque tem donos da vaga”, afirmou. Armandinho defendeu que a lógica atual não respeita a trajetória de artistas que ajudaram a construir a história da festa e da música baiana. Segundo ele, entidades e nomes históricos do carnaval deveriam ter prioridade na ordem dos desfiles. “Essa fila precisa ser remanejada, precisa ser reestruturada, porque tem entidades do carnaval que têm mais direitos a esse espaço. Nós mesmos, por exemplo, só podemos sair depois de blocos tal, tal e tal. Eu digo: por que isso, se nós somos os primeiros? Se nós estamos aqui desde o começo?”, questionou. O músico também ressaltou o papel dele e de outros artistas na consolidação da sonoridade que deu origem ao Axé Music, movimento que, segundo ele, ajudou a projetar a Bahia nacionalmente, liderado por nomes como Luiz Caldas. “Foi a gente que fez a base de tudo isso que veio se formar: o Axé Music, essa coisa tão importante para a Bahia”, disse. Ao comentar sobre a disputa por espaço nos circuitos, Armandinho citou artistas que, na avaliação dele, representam a história e a identidade do carnaval e deveriam ter seus direitos assegurados. Entre eles, Daniela Mercury, que também já se manifestou publicamente sobre a ordem dos trios, além de Carlinhos Brown e Margareth Menezes. “Dar todo o direito a quem é da terra: à Daniela Mercury, que está brigando pelo espaço dela, ao Luiz Caldas, ao Carlinhos Brown, à Margareth e a gente, que também é submetido a um ‘depois dos blocos’”, afirmou. Para ele, o modelo atual já não se justifica diante da redução no número de blocos em comparação com décadas anteriores. “Já não tem mais aquela quantidade de blocos. E ‘ser dono da vaga’ é uma situação muito fora de qualquer direito natural”, criticou. Armandinho defende que a revisão da fila de trios ocorra tanto no circuito Barra-Ondina quanto no Campo Grande, com critérios que priorizem artistas que construíram a história musical do carnaval de Salvador. “A fila de trios elétricos, tanto da Barra como do Campo Grande, tudo isso tem que ter direitos para quem tem, dentro da Bahia, dentro do Carnaval, dentro dessa história musical”, concluiu. Jogador Everton Ribeiro curte trio de Bell Marques Everton Ribeiro curte o primeiro carnaval como cidadão soteropolitano no bloco Camaleão O jogador do Esporte Clube Bahia Everton Ribeiro aproveitou o carnaval de Salvador para curtir o desfile de Bell Marques no circuito Dodô (Barra-Ondina), nesta segunda-feira (16), em cima do trio elétrico do artista. O cantor baiano puxou o Bloco Camaleão. Em entrevista à influenciadora digital Pati Guerra, o meia falou sobre a experiência de acompanhar o show no meio da multidão e destacou a energia da festa. “É um mar de gente! Ele não para um minuto. Ele estava brincando comigo que eu não estava ali parado, né? Porque não tem como. A gente arrepia, a gente pula, porque é uma energia surreal. Ele está de parabéns por mais um show que está dando nesse carnaval”, afirmou. A apresentadora comentou que o “treino” no trio também é intenso, já que ninguém consegue ficar parado ao som do cantor. Em tom descontraído, ela lembrou ainda de uma brincadeira que circulou nas redes sociais, questionando se o jogador já teria aprendido a “botar a base” para encarar o ritmo da folia. Everton entrou na brincadeira e respondeu entre risos: “Pô, estava olhando ali, está difícil, hein? O lado esquerdo ali está forte, mas quem sabe eu vou lá para eles ensinarem um pouquinho”, falou Everton. Ao final da conversa, o jogador agradeceu o carinho e seguiu aproveitando o desfile. “Gente, obrigado, viu? Valeu!”, disse, antes de voltar a curtir o trio de Bell Marques. Daniela Mercury rejeita mudança de circuito do carnaval de Salvador para Boca do Rio Daniela Mercury avalia mudança de circuito do carnaval de Salvador para Boca do Rio A cantora Daniela Mercury avaliou a possibilidade de transferência do carnaval de Salvador para um novo circuito na região da Boca do Rio. Em entrevista coletiva, a artista defendeu a preservação dos trajetos tradicionais da festa e afirmou que a história da cidade precisa ser considerada em qualquer decisão sobre mudanças estruturais. “Você conhece aquela marchinha de carnaval: ‘Daqui não saio, daqui ninguém me tira’? Eu acho que eles devem se manter, porque são históricos e a gente não pode abrir mão da história da gente, porque tradição não se faz da noite para o dia”, declarou. A fala fez referência aos circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande), que concentram trios elétricos e blocos há décadas. Daniela ressaltou que, embora reconheça a necessidade de discutir soluções para problemas como engarrafamentos e superlotação, é preciso que essas alternativas façam sentido do ponto de vista simbólico e cultural. “Eu sempre acho que é preciso que a população e o movimento natural dos blocos encontrem saídas para o aperto, engarrafamento, também em lugares que fazem sentido. É horrível desfilar em uma avenida que não tem a menor importância histórica”, afirmou. Sobre a proposta de levar parte da festa para a orla em direção à Boca do Rio e bairros como Piatã, a cantora ponderou que, apesar de considerar a orla “linda”, tem receio quanto aos impactos na mobilidade urbana. “Eu, pessoalmente, tenho apego a áreas históricas da cidade e tenho um pouco de receio que lá para o lado de Piatã crie uma dificuldade de mobilidade na cidade, mas isso não é uma questão que eu possa decidir sozinha. Estou aqui dando opinião de uma artista”, disse. Daniela reforçou sua defesa dos circuitos tradicionais. “Vou brigar pela Barra de qualquer jeito, pela Avenida Sete. Vocês vão me ver deitar no chão, mas não saio daqui”, declarou. A artista também destacou que qualquer expansão do Carnaval precisa ser discutida de forma ampla. Para ela, decisões que impactam a cidade devem envolver moradores, artistas, blocos e o poder público. “Em relação à expansão, acho que a cidade precisa discutir o que os moradores querem, o que as pessoas acham que é bonito, incomoda. Entendo que todo mundo tem que decidir, o que não pode é um grupo pequeno decidir por toda cidade”, concluiu. Márcio Victor interrompe desfile e reclama da postura de policiais Psirico interrompe trio para repreender policiais: “Que vagabundagem é essa, policial?” O cantor Márcio Victor, vocalista da Banda Psirico, interrompeu o desfile no circuito Barra-Ondina para reclamar da postura de policiais no momento em que passava pelo percurso. Do trio elétrico, o artista pediu que a música fosse interrompida ao perceber a movimentação à frente. “Peraí, peraí, peraí... Polícia! Polícia! Polícia! Que é isso? Que é isso, rapaz? Que vagabundagem é essa, policial? Não tem ninguém bagunçando. Minha família tá aqui, pô! Que é isso, pai? Que é isso, pai? Pelo amor de Deus, irmãos!”, disse. Em seguida, o cantor reforçou que familiares estavam no local e questionou a necessidade da ação. “Minha família tá aqui, pô! Meus primos ali, minha tia... Não precisa isso não. A gente é irmão ou não é?”, completou. LEIA TAMBÉM: Daniela Mercury rebate decisão judicial e questiona gestão do carnaval de Salvador: 'Não é respeitoso' Filhos de Gandhy cobram Bell Marques por atraso no carnaval de Salvador: 'Não venham dar carteirada' Confira a programação e ordem dos trios nesta segunda de carnaval em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/carnavalnabahia/noticia/2026/02/17/veja-o-que-aconteceu-no-quinto-dia-do-carnaval-de-salvador.ghtml


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